Seja parte importante da vida de alguém. Doe órgãos!

A campanha da Reborn to Be Alive, uma ONG belga que incentiva a doação de órgãos foi uma das mais criativas dos últimos tempos e campanhas simples, sem grandes produções ou soluções gráficas sempre foram minhas preferidas.

Pular do telhado para mergulhar na piscina, descer a ladeira em um carrinho de rolimã, brincar com eletricidade na água e outras idiotices são frequentemente divulgadas na internet e foram exatamente esses momentos que a agência Duval Guillaume relatou na campanha, todas com uma mensagem bem humorada: “8 de seus órgãos podem ser doados. Para a nossa sorte, o cérebro não é um deles”.

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Com imagens divertidas de pessoas fazendo coisas não muito inteligentes e um vídeo tão interessante quanto, a peça publicitária vem chamando atenção na internet e deixa uma mensagem muito clara: antes de fazer qualquer estupidez, lembre-se de ser doador de órgãos.

Ok, agora falando sério, o que preciso fazer para ser um doador de órgãos? A legislação brasileira sobre o processo de doação de órgãos e tecidos e os transplantes estabelece que somos todos doadores de órgãos desde que após a nossa morte um familiar (até segundo-grau de parentesco) autorize, por escrito, a retirada dos órgãos. Por tanto não basta querer ser doador, você deve expor aos seus familiares esse desejo. Qualquer pessoa pode ser doadora e nenhum documento precisa ser registrado.

Dia 24 de setembro foi o Dia Nacional de Doação de Órgãos, para reforçar a campanha o Ministério da saúde desenvolveu aplicativo que faz interface com o Facebook e notifica os familiares automaticamente. Ou seja, em um clique a pessoa se declara doadora de órgãos e informa toda a família, além de poder adicionar o laço verde – símbolo mundial da doação – à foto de seu perfil na rede social.

Os meus familiares sabem que sou uma doadora de órgãos e vocês, vão aderir a campanha?

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3 motivos para ser contra testes em animais

Com base na ultrapassada hipótese de que os animais respondem do mesmo modo que nós seres humanos quando expostos as mesmas substâncias, animais vem sendo utilizados há aproximadamente 300 anos em testes de medicamentos, vacinas, cosméticos e até produtos de limpeza.

Os animais que participam dessas experiências são geralmente cães, ratos, camundongos, hamsters, coelhos e porquinhos da Índia, são criados em viveiros chamados de botéiros e podem nascer, viver e morrer dentro de um mesmo laboratório. Por tanto, os pesquisadores referem-se a eles como “material”, “produtos” e até mesmo “modelos”.

Cruel, arcaica e ineficiente! Veja três motivos para ser contra testes em animais:

1. Testes em animais são extremamente cruéis

Para testar drogas, diversos animais, principalmente roedores, cães, gatos e primatas, são submetidos a inserção de substâncias em seus olhos, inalação forçada de fumaças, implantação de eletrodos em seus cérebros e diversas outras práticas extremamente cruéis e dolorosas.

2. Testes em animais atrasam o desenvolvimento da ciência

Os especialistas ao redor do mundo dividem-se sobre o papel dos testes em animais no progresso cientifico: há os que dizem não haver descobertas importantes para a humanidade sem esse tipo de prática e há os que afirmam que testes em animais impedem que a ciência evolua.

O médico norte-americano Ray Greek deu sua opinião para a Revista Veja em 2010:

“As drogas deveriam ser testadas em computadores, depois em tecido humano e daí sim, em seres humanos. Empresas farmacêuticas já admitiram que essa será a forma de testar remédios no futuro.”

3. Testes em animais são ineficientes

Os cientistas defensores dos testes em animais citam o lucro da industria como principal causador da prática no meio acadêmico e farmacêutico. É obvio que existe uma economia que depende da quantia bilionária investida por ano nesse mercado, porém, ainda segundo o doutor Ray Greek esse dinheiro não está sendo revertido para o bem das pessoas:

“A indústria farmacêutica já divulgou que os remédios normalmente funcionam em 50% da população. É uma média. Algumas drogas funcionam em 10% da população, outras 80%. Mas isso tem a ver com a diferença entre os seres humanos. Então, nesse momento, não temos milhares de remédios que funcionam em todas as pessoas e são seguros. Na verdade, você tem remédios que não funcionam para algumas pessoas e ao mesmo tempo não são seguros para outras. A grande maioria dos remédios que existe no mercado são cópias de drogas que já existem, por isso já sabemos os efeitos sem precisar testar em animais. Outras drogas que foram descobertas na natureza e já são usadas por muitos anos foram testadas em animais apenas como um adendo. Além disso, muitos remédios que temos hoje foram testados em animais, falharam nos testes, mas as empresas decidiram comercializar assim mesmo e o remédio foi um sucesso. Então, a noção de que os remédios funcionam por causa de testes com animais é uma falácia.”

Ao comprar produtos de marcas adeptas aos testes você estará contribuindo para que mais animais sofram diariamente e principalmente para que este sofrimento não tenha fim. Além de cruel a prática é arcaica e muitas vezes ineficaz. Por que não investir em pesquisas que possam substituir essa metodologia? Eu te respondo: por que diariamente as pessoas compactuam com ela, as vezes por desconhecerem ou até mesmo por não se importarem.

Se após o conhecimento desses fatos, você assim como eu, decidiu ser contra o teste em animais, saiba que existem alternativas:

Você é estudante e não quer matar animais em seu curso? Conheça a objeção de consciência: www.1rnet.org/objetando.htm.

Você quer contribuir? Confira essa lista de mascas que realizam testes em animais:

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* Na lista do Modernosas somente empresas que fabricam cosméticos e produtos de higiene pessoal foram citadas, para conhecer a lista completa acesse: http://www.vista-se.com.br/lista/

Após pesquisar, ler opiniões e conhecer os métodos utilizados eu resolvi que não vou mais consumir produtos cosméticos de marcas que praticam testes em animais. E vocês modernosas, o que acham?

Outubro Rosa: The SCAR Project

Provavelmente você foi bombardeado este mês, e continuará sendo até o término dele, com conteúdos relacionados ao outubro rosa. Fotos de Looks e objetos aleatórios cor de rosa, métodos de prevenção e auto-exame. Pois bem, se o seu intuito era encontrar um post com essa metodologia sinto lhe desapontar mas o meu intuito é mostrar a realidade, aquela que estas informações que você tem acompanhado não mostram.

O The SCAR Project nasceu a partir de uma experiência pessoal de David Jay, um fotografo que retrata a 15 anos
a busca pelo corpo perfeito nas passarelas de moda. Uma amiga que havia passado por uma cirurgia aceitou que ele tirasse algumas fotos para mostrar o resultado da retirada de um dos seios e desde então centenas de mulheres de diversos países foram clicadas.

O projeto busca alertar para o diagnóstico precoce do câncer de mama e arrecadar fundos para programas de pesquisa sobre a doença, além de ajudar mulheres que passaram por este tratamento a aceitar suas cicatrizes e seus corpos. Dentre as diversas fotos expostas no site do projeto selecionei as que mais me tocaram:

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De acordo com o David Jay o objetivo do The SCAR Project é o mesmo de tantas outras campanhas: alertar mulheres para o perigo do câncer de mama, porém com um grande diferencial, a honestidade com que ele procura mostrar a doença. Para o fotografo as campanhas de um modo geral não altertam para o real perigo, escondidas atrás de laços cor de rosa e propagandas “fofas”. Seu objetivo é o oposto: “Eu não vou mostrar apenas metade da história – que tudo vai ficar bem e essas meninas têm câncer de mama, mas irão continuar com suas vidas – porque esse não é o caso. Eu gostaria que fosse o caso, mas a realidade é que algumas dessas meninas estão morrendo e é importante ter a sua história, mas também porque essa é a realidade da doença.

Em meio a fotografias de moda que exibem mulheres em busca de um ideal de beleza, as fotografias de David Jay para o The Scar Project nos trazem uma outra visão da beleza feminina. Por um novo angulo, uma nova lente esses mulheres podem se enxergar mais fortes, grandiosas, vencedoras e também bonitas, femininas e incríveis e nós podemos ver claramente compaixão, aceitação, amor e humanidade.

“Trata-se de aceitar tudo que a vida nos oferece… toda a beleza… todo o sofrimento também… com graça, coragem, empatia e compreensão.” (David Jay)

* Essa postagem faz parte da blogagem coletiva do mês de Outubro do grupo Rotaroots – Blogueiros de raiz.

* Para saber mais sobre o projeto clique aqui

Uma crítica à ditadura da beleza

Não, este não é um post feminista, mas venhamos e convenhamos as mulheres ainda sofrem com os padrões impostos pela sociedade. Como se não bastasse os culturais e sociais o sexo feminino também deve se enquadrar na ditadura dos padrões de beleza, que determinam principalmente qual deve ser seu tipo físico para ser considerada uma mulher bonita.

Elas são diariamente bombardeadas com revistas de “saúde e beleza” que estampam em suas capas “Saiba como perder 5 quilos em 3 dias” ou “Siga a nova dieta de Kate Middleton”, panfletos que indicam lojas de produtos naturais com deliciosos shakes e chás que te ajudam a emagrecer, e-mails de sites de compras coletivas com ofertas de tratamento contra celulites e massagens redutoras de medida e nos outdoors modelos esqueléticas que elas deveriam cobiçar.

Com todas essas imposições disfarçadas de dicas, cada vez mais mulheres sentem-se frustradas com o que vêem no espelho, afinal elas devem ser magras e saradas, sem estrias ou celulites. E se o manequim é 44, você não é boa para a sociedade!

Uma parcela do universo já compreendeu que mulher nenhuma precisa se enquadrar em droga de padrão nenhum para ser feliz. Foda-se o que vão achar se você usa aquela calça legging mesmo tendo umas celulites, desde que você se sinta bem.

Inspirados no drama que as mulheres vivenciam muitos fotógrafos resolvem retratar mulheres em seu estado natural e você vai se surpreender com a beleza que mulheres, em fotografias sem nenhuma intervenção de programas de edição de imagens, possuem:

Projeto: Apartamento 302

O projeto intitulado “Apartamento 302” foi desenvolvido pelo fotografo Jorge Bispo, as fotografias em preto e branco são de mulheres que não possuem qualquer experiência como modelo. O objetivo foi mostrar que há muita beleza fora dos padrões ditados pela mídia.

 

 

 

O meu objetivo, como uma mulher comum, que não se encaixa nos padrões de beleza, ao escrever esse post foi o de demonstrar para as mulheres, anonimas e tão comuns quanto eu, que somos belas! Repletas de detalhes únicos, que nos torna quem somos.

A sociedade venera mulher magras, com barriga negativa e thigh gap (a nova moda que determina que suas coxas em hipótese alguma devem “encostar uma na outra”) mas vocês, que não são magérrimas, já pararam para pensar como é a vida de um mulher desse biotipo? Eu posso lhes contar: dificuldades para encontrar roupas (calça então, quase impossível. Faça um teste, quantas calças tamanho 34 você consegue encontrar em uma loja?), dificuldades para comprar roupa intima (se você possuí seios pequenos como eu) e por último, mas não menos importante, brincadeiras de mau gosto. Ao mesmo tempo em que existem pessoas que acham lindo mulheres com ossinhos proeminentes outros acham feio. E as pessoas que não acham bonito vão fazer tanta questão, ou até mais, de expressar opinião quanto as que acham bonito.

Algumas magras de mais, outras um pouco gordinhas, algumas muito altas, outras muito baixas, com seios pequenos, seios muito grande, com pouco bum bum, com muito bum bum. Somos todas belas, naturalmente belas. O segredo é amarmos o que somos, nos admirarmos para então sermos amadas e admiradas. Só mude caso seja uma mudança de dentro pra fora, algo que você deseja, algo que te fará sentir bem.

* Para ver todas as fotos do ensaio clique aqui.